A indústria do cigarro paga por ano R$ 13 bilhões em imposto. Pode parecer muito, mas esse valor não é nada quando comparado com as despesas que o país tem com as doenças causadas pelo fumo.


São R$ 39,4 bilhões de custos diretos, por gastos com despesas médicas, e R$ 17,5 bilhões com custos indiretos, pela perda de produtividade, como incapacidade ou morte prematura - um total de R$ 57 bilhões, segundo pesquisa de 2015 do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).


Isso drena recursos que poderiam ser investidos em saúde, uma vez que o fumo é responsável por mais de 50 doenças, muitas delas podendo ser evitadas.


NÃO PODEMOS MAIS ARCAR COM ESSE CUSTO.


Mesmo antes da pandemia, 428 pessoas morriam por dia só por conta de doenças relacionadas ao cigarro, também de acordo com o mesmo estudo.


O cigarro prejudica ainda mais quem é infectado pelo coronavírus.


E não, não adianta dizer que fuma quem quer. O tabagismo é uma doença gerada pela dependência da nicotina.


13 BILHÕES PARECE MUITO, MAS É POUCO.


Nos Estados Unidos, ações judiciais geraram acordos no final da década de 1990 pelos quais já foram reembolsados mais que o equivalente a R$ 850 bilhões aos estados norte americanos pela indústria do cigarro.


Aqui no Brasil, a Advocacia-Geral da União apresentou uma ação judicial inédita de ressarcimento aos cofres públicos contra a Souza Cruz e a Philip Morris e suas controladoras. É a primeira vez que duas das maiores fabricantes de cigarros do mundo - a British American Tobacco, dona da Souza Cruz, e a Philip Morris International - comparecem perante a Justiça brasileira como rés em uma ação civil pública.


As empresas de cigarro também são rés em processos judiciais no Canadá, em que as províncias pretendem obter ressarcimento aos cofres públicos em valores que chegam ao equivalente a R$ 450 bilhões.


Vale a pena destacar outra questão que acontece no Brasil e que drena o dinheiro: a indústria do cigarro também se recusa a pagar a taxa de registro de produtos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), embolsando ainda mais recursos que poderiam ser investidos na saúde.


Para reverter esse cenário no Brasil, precisamos do seu apoio.


Vamos nos espelhar no exemplo internacional.


Reembolsar os cofres públicos pelos custos com as doenças geradas pelo tabagismo é o mínimo que a indústria do cigarro pode fazer pela população brasileira. Pagar as taxas de registro também.





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